HISTORIADORA TATIANE TEIXEIRA, LANÇA OBRA ACADEMICA NA CAPITAL DO ACAÍ




Aconteceu neste domingo, 05/02 na sede da Faculdade Miriense, PA 151, o lançamento da obra“FESTAS DA DIÁSPORA NEGRA NO BRASIL”. O Livro é uma coletânea de artigos produzidos por pesquisadores de diversos estados do país e traz um dossiê sobre as festas negras no Brasil, procurando esmiuçar e problematizar algumas expressões culturais festivas sintomáticas em termos de vivências culturais.  
Um dos artigos é autoria da historiadora miriense Tatiane do Socorro Corrêa Teixeira, intitulado SAMBA, MÚSICA E RESISTÊNCIA: RANCHO NÃO POSSO ME AMOFINÁ NO CARNAVAL BELENENSE (1938-1946). O artigo faz uma análise sobre o universo simbólico e cultural da citada escola de samba através das letras de samba enredo.
Tatiane Teixeira, é doutoranda em Antropologia pela Universidade Federal do Pará, possui mestrado em História Social pela PUC/SP. Especialista em Educação do Campo pelo IFPA e graduada em História pela Universidade Federal do Pará. Atualmente é professora colaboradora da UFPA, Campus Universitário do Tocantins no programa de Pós - Graduação lato sensu em História Afro – brasileira e indígena e está vinculada como professora colaboradora da Universidade do Estado do Pará na graduação intercultural e indígena da Secretaria Estadual de Educação.



(Na Foto o vice- presidente da Academia Igarapemiriense de Letras recebendo o primeiro autografo, após aquisição da Obra )


(Estudantes universitários também aproveitaram um click com  autora) 

A programação de lançamento iniciou as 8:00 horas com uma breve exposição oral feita autora. Em seguida foi servido um coquetel acompanhado de sessão de autógrafos. Diversos estudantes de graduação além de professores da rede estadual e municipal estiveram no evento.



Fórum do Incam lançará 2 Livros, em janeiro

"Escritos em Verso & Prosa - 1ª Antologia Miriense de Crônicas..." reúne trabalhos organizados em formato de Poema & Prosa, de estudantes, professores, pesquisadores(as)... militantes da Cultura Miriense e está sendo organizado pelos poetas/educadores Antonio Marcos Ferreira e Israel Fonseca Araújo (membros do Incam – Instituto Caboclo da Amazônia). A Diversidade Textual e de tratamento da matéria-prima (a Palavra) é sua marca principal. Participam da Coletânea: Antonio Marcos Ferreira, Carlos Alberto Souza, Cláudia Araújo, Dorival Galvão, Élvis Nunes, Israel Araújo, Isaac Fonseca, Joana Rita Aguiar, J. Santiago, José João Pena, J. Coelho (Jorginho), Nazaré Ferreira, Nayara de Oliveira, Maria José Ferreira, Manoel Machado, Márcio Pantoja, Paulo Sérgio Corrêa, Ramarinildo Moraes, Vanilza Moraes Ferreira. A obra é prefaciada pelo Prof°. Dr. Paulo Sérgio de Almeida Corrêa (UFPA) e será lançada na manhã do dia 15 de janeiro próximo (sábado), na Casa da Cultura, durante o encerramento do Fórum Miriense de Cultura, Educação Popular, Tecnologia Social e Desenvolvimento Sustentável, organizado pelo INCAM. Será um presente para a História da Escrita Miriense. PARTICIPE!!!

2. EDUCAÇÃO DO CAMPO, SOCIEDADE E DESENVOLVIMENTO NA AMAZÔNIA TAMBÉM SERÁ LANÇADO NO ENCERRAMENTO DO FÓRUM


A obra Educação no Campo, Sociedade e Desenvolvimento na Amazônia, possui um perfil parecido com Escritos em Verso & Prosa, já que trabalha a Diversidade. Seus escritos mirienses vêm de vários segmentos sociais, profissões, perfis profissionais, diferenciado dos “Escritos”, basicamente, pelo fato de ser constituída por 6 Artigos Acadêmicos (elaborados por ex-acadêmicos da UFPA e UEPA e pelo Prof. Dr. Paulo Sérgio de Almeida Corrêa (UFPA)), e está sendo organizado pelo educador popular Isaac Fonseca Araújo, Presidente do Incam. Os Artigos versam, basicamente, sobre: O sentido da Política; Educação do Campo/Letramento; Literatura/Gênero/Análise Literária; Orçamento Participativo. Participam dessa Coletânea: Antonio Marcos Ferreira, Israel Araújo, Isaac Fonseca, Tatiandra Machado, Gracialda Matos e Paulo Sérgio Corrêa. Prestigie! CONTATOS: incam.instituto@hotmail.com

NO RESPLENDOR DA MEMÓRIA

QUEM FOI ANILO CARDOSO?


ANILO MARTINS CARDOSO foi considerado o empreendedor modelo de Igarapé-Miri e Vila Maiauatá. Implantou fábrica de refrigerante e guaraná; sorveteria industrial, fato que introduziu o primeiro picolé no município. Patrocinou a construção do belo cruzeiro de alvenaria, cartão postal da praça da Igreja e sinal de devoção do povo. Construiu e organizou a Bar Alegria, um salão social para o lazer e fez a inscrição do Clube Esportiva Alegria na Federação Paraense de Futebol, fato pioneiro na área do esporte no interior. Construiu a lancha a vapor “Cardozinha” que representou na época, inovação tecnológica para o transporte marítimo na região. Promoveu permanentemente as festas religiosas, a cultura e o folclore do município, com destaque para a festa de São Sebastião, herdada da casa-grande. Na política cumpriu o mandato de vereador no período de 1947 a 1951, sendo ardoroso defensor da emancipação política de Vila Maiauatá.


Prof. Rosário Pantoja
econ.rpantoja@ig.com.br

ESCOLA EM DESTAQUE:

MESA REDONDA DISCUTE TEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE/2009
O debate foi uma das atividades da programação da 3ª Semana da Leitura da Escola Municipal Araci Santa Maria
















A Escola Municipal Araci Correa Santa Maria, em Vila Maiauatá, realizou nos dias 31 de março a 3 de abril, a 3ª edição da Semana de leitura, com o Tema : “A paz na escola é fruto da justiça em sociedades”. Dentre as diversas atividades promovidas durante o evento, destacamos a mesa redonda realizada no penúltimo dia programação.
A Mesa contou com professores, estudantes e lideranças políticas e comunitárias que aguçaram o debate sobre o tema em questão, conduzido pelas professoras Gracilene Ferreira (Diretora da escola) e Dilza Machado (Vice-diretora).
O poder legislativo foi representado pelos vereadores Vladimir Santa Maria/DEM ,que participou pela parte da manhã, e fez criticas a ação do estado que para ele tem sido de omissão diante da questão segurança, e Miguel Dílson-Jhay/PT, que esteve no debate pela parte da tarde e falou do empenho do município na promoção de políticas publicas voltadas para a segurança.
A questão da educação e da segurança publica foi bem abordada pelo Profº Sergio Carvalho que reafirmou a citação da frase do Filósofo Sêneca “Eduquemos as crianças e não precisaremos repreendê-las no futuro”, que foi proferida por uma aluna da 8ª série. O Profº Antonio Marcos Ferreira, que participou do evento na condição de convidado especial, destacou as três formas de prevenção contra a violência citadas no texto base da C.F/2009, promovida pela CNNB: A primária ( família, escola, igreja...), A secundária( políticas de repressão a crime) e A terciária (que envolve o processo de reclusão e recuperação do infrator), ou seja, a educação é o melhor caminho, já que as formas secundárias e terciárias, são de complexidades bem maiores. D.Joana Dar’c , líder comunitária do Rio Igarapé-Santana, falou do papel da escola em proporcionar novos horizontes aos estudantes que as vezes buscam outros caminhos por não se sentirem atraídos pelo ambiente escolar. No final da mesa redonda a direção da escola agradeceu os partipantes que colaboraram com a 3ª edição do evento, inclusive com doações de livro e computadores para a escola. A semana da leitura teve o encerramento na sexta-feira, 03 de abril com caminhada pelas principais ruas de Vila Maiauatá, com exibição de cartazes clamando uma cultura de paz na escola e na sociedade.

CRÔNICAS DO PROFº ISRAEL

Uma croniquinha de Linguística...

Que traz algumas notas sobre o “Novo” Acordo Ortográfico do Português
Prof. Israel Fonseca Araújo(*)




Olá, tanta gente, e que (talvez) goste de ler as sóbrias loucuras que tenho grafado neste Jornal! Quanta saudade de vocês, de todo mundo(!). É verdade: me senti obrigado a tratar de questões mais voltadas para o último contexto sócioeleitoral e, assim, saí (de raspão) de meu foco. Mas agora estou de volta para as nossas gostosas conversas sobre linguagem. Depois das piriquitas, das lapadas... agora “tá bombando” essa coisa das siglas: GDK, GDF, GDC etc. (Pensei em criar a GD-IS: traduzindo, “Galera do Israel”. Mas para quê?, baseada em quê?, patrocinada por quem?. Melhor deixar essa conversa para depois, mesmo porque essa instituição poderia ter um curto prazo de validade e nem teria músicas gravadas em sua homenagem).
No final do ano passado (Feliz Ano Novo para todo mundo!), na mídia, a bola da vez era a entrada em vigor do “Novo” Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a partir de 1º de janeiro deste. Pois bem, ele entrou e não sei se alguém sentiu muitas dores devido a esse fato. E quero me meter nessa conversa, mas para dar apenas algumas notas sobre a questão.
Primeiramente devo dizer que o mesmo foi assinado, em Lisboa, a 16/12/1990 (faz quase vinte anos!), por países da chamada comunidade lusofônica – países que têm o português como língua oficial: Brasil, Portugal, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde e Timor Leste. Tendo sido aprovado, em terras pindorâmicas, através do Decreto Legislativo nº 54, de 18/04/1995 (Douglas Tufano. Guia Prático da Nova Ortografia. Melhoramentos, 2008). Isso mesmo, há um Decreto que determina o que é certo e o que é errado na nossa escrita. Depois, o que muda é muito pouca coisa em termos percentuais, mas o bastante para causar medos nas pessoas: a) as letras K, W e Y voltam a fazer parte de nosso alfabeto; b) como já disseram os sábios Cassetas: “voo perde assento e passageiros têm de viajar em pé”; c) o trema não mais existe e a lingüiça agora é uma linguiça; d) há mudanças nas regras de acentuação gráfica, e, logo, Coréia agora é Coreia, jibóia, jiboia e muitos outros casos mais. Mas a pronúncia continua a mesma e o pior é o caso do uso do hífen. Tufano diz que “o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos” (2008, p. 4) e muita gente está bastante receosa diante da escrita.
Terceiro, ninguém nasce sabendo. Por esse motivo, quem quiser entrar “nos eixos”, nesse sentido, deve se dedicar a estudar as novas regras. Ninguém é iluminado, tendo nascido com essas convenções gravadas em sua k-beça. A escrita é uma convenção, uma (fracassada) tentativa de imitar a fala. Tanto é uma convenção que vigora através de Decreto (documento legal) – já imaginou se houvesse decretos normatizando o uso das vestimentas em nossas festas profanas ou religiosas! Quantas prisões, hein?. Outro depois: Evanildo Bechara, considerado por Marcos Bagno como o maior gramático vivo do Brasil, afirmou em recente entrevista ao “Jornal Nacional” (TV Globo, 30/12/2008) que essas mudanças nunca são para esta geração e, sim, para as gerações futuras. Ufa! E o combatido Pasquale Cipro Neto, no mesmo programa/dia, afirmou não saber se as despesas geradas com essas poucas mudanças não seriam grandes demais.
Quinto, o Acordo já entrou em vigor (1º/01/2009), mas o “antigo” ainda vigora em concomitância com este “Novo” até 31/12/2011. É bom mesmo que todo mundo tenha que estudar isso, para ajudar a desconstruir um mito que há, no Brasil, quanto ao nosso idioma: o que de que o português seria muito difícil (cf. Bagno, em Preconceito Linguístico, o que é, como se faz). Assim ficará mais fácil as pessoas se desprenderem de uma crença idiotizante que temos, ainda muito em nós: a de que não sabemos (saberíamos) o nosso português (Bagno fala em autoaversão linguística).
Por fim (por enquanto), peço que tenhamos bastante cuidado com relação à forma com a qual a imprensa televisionada trata de uma questão como essa. Isso mesmo: é a TV uma das maiores incentivadoras desse preconceito fortemente enraizado em muitas das nossas consciências – a de que o português é/seria muito difícil. Estamos tratando só de escrita! E esta é apenas uma parte da questão (linguagem). Lógico que vamos custar um pouco a nos adaptar às mudanças, mas daqui a um tempo pouco mesmo se falará (para não dizer falar-se-á) sobre isso. Um detalhe a mais: as oxítonas terminadas em I e U continuam não recebendo acento gráfico. E Anapu, Moju, Icatu, caqui, siri, Miri e outras não devem ser acentuadas graficamente.
_______________
(*) Miriense, professor, poeta, colaborador dos jornais A Folha de Maiauatá e Jornal Miriense, do blog afolhademaiauata.blogspot.com e de outras coisas mais!

EDITORIAL



VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA !

REFLEXÕES SOBRE O FORUM SOCIAL EM BELÉM E AS DISCUSSÕES SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM IGARAPÉ-MIRI. AFINAL, ATÉ ONDE PODEMOS ACREDITAR QUE UM NOVO MUNDO É DE FATO POSSIVEL?


Profº Antonio Marcos Ferreira¹

E-mail: antoniomarcospoeta@yahoo.com.br

Belém do Pará viveu nos últimos dias do mês de janeiro e inicio de fevereiro momentos históricos ao sediar a 9ª edição do Fórum Social Mundial .Criado em 2001, no Brasil, mais precisamente, na Capital gaúcha, Porto Alegre, como uma espécie de contraposição ao Fórum Econômico realizado na Suíça (conduzido pelo grupo dos países mais ricos do mundo G-8) o Fórum Social chegou a Amazônia, justamente, em momento que a região vive o foco das atenções do mundo, por ainda representar a maior reserva florestal do mundo, maior concentração de água doce e de biodiversidade do planeta.etc.
No momento em que o primeiro negro da história, chega ao poder na América do Norte, e tem a crise econômica global como principal adversária,questionamentos decisivos para o futuro da humanidade no planeta começam a vir a tona. Afinal o que o mundo deve esperar da cabeça do democrata, Barach Obama?
Bem...parece-nos é que pelo menos o seu discurso é inovador. Parafraseando o grande Martin Luther King (incontestável defensor da causa negra nos anos 60), Obama diz que tem um sonho,qual seria esse sonho? Ele disse também que quer dar um novo sentido à globalização, que sentido seria esse? Essa resposta ele mesmo nos fornece. Diz que vai lutar para garantir a preservação da identidade de cada nação e para universalizar aquilo que deve ser comum a todos: a paz e o respeito entre os povos. Um discurso que embora capitalista, parece culminar com o espírito do Fórum Social Mundial. É verdade que nem vêem com “bons olhos” ou escutam com “bons ouvidos” a fala de Obama, lembram do que disse o presidente da Venezuela? Ele mesmo, o emblemático e contundente Hugo Chaves! Não esperou nem Obama assumir para mostrar sua visão depreciativa e descrente quanto a política (capitalista) do norte americano.
Mas afinal, até que ponto podemos acreditar que um novo mundo é possível? E a sociedade brasileira, extremamente consumista, estaria apta a abrir mão do atual modelo econômico em nome de uma nova conjuntura (socialista) e a optar por uma economia solidária?
Pelo que se sabe a proposta do Fórum Social seria restabelecer a harmonia entre homem e natureza em nome da defesa da própria vida no planeta (hoje ameaçada pelo aquecimento global), o que significaria romper com a ordem atual em nome de uma política de desenvolvimento sustentável.
Tais questões nortearam as discussões do levantadas durante I Seminário de Educação e Desenvolvimento Sustentável de Igarapé-Miri, promovido pelo grupo que discute a criação do IEPA (Instituto de Educação Popular da Amazônia). O evento foi realizado no dia 23 de janeiro na Escola Aristóteles Emiliano de Castro, em Igarapé-Miri (Ginásio) e contou com a presença dos debatedores: Ary Modesto - da ONG Salve Simphonia -Sociedade Alternativa do Verde Ananin , Fabiano Reis -Biólogo, também ativista da ONG Salve Simphonia (ambos da Cidade de Ananindeua) e do miriense Edson Antunes (Mestre em Ciências Políticas e Secretário de Finanças do governo municipal).Ary Modesto, assim como Fabiano Reis, enfatizaram a proposta de um uso adequado das potencialidades do município e sugeriram, por exemplo, o Ecoturismo como fonte de renda responsável.
Enfim, os debates convergiram para um mesmo caminho: para a proposta de um mundo (no caso um Igarapé-Miri), economicamente viável e com uma política sustentável. Propostas tais que foram ratificadas pelo Fórum Social Mundial de Belém do Pará (que contou com uma ampla representação miriense, em diversos segmentos: políticos, culturais, teológicos e tantos outros). Tomara que depois da euforia do carnaval nossas fantasias sejam deixadas de lado e tais propostas sejam encaminhadas para a prática, e que o município de Igarapé-Miri acorde para a vida e acredite que um novo mundo é possível, mas para isso precisaremos a exemplo dos amigos da “Terra dos Ananins” levantar a bandeira de uma Sociedade Alternativa!

¹Graduado em Filosofia Licenciatura/Bacharelado pela UFPA.Professor de Filosofia no Ensino Médio/Seduc-Pa.Presidente da Associação Artística Ananin. Diretor de Edição do Informativo “A Folha de Maiauatá”e Coordenador do Projeto Laboratório de Imprensa Popular em Igarapé-Miri.

20 DE JANEIRO EM VILA MAIAUATÁ: COMUNIDADE REUNIU ROMEIROS DE DIVERSOS RECANTOS, DURANTE A TRADICIONAL FESTA DE SÃO SEBASTIÃO



A Vila de Maiauatá é a sede do 2º distrito do município de Igarapé-Miri. Localizada à margem do rio Meruú Açu na pequena baía formada pelo encontro das águas dos rios Meruú e rio Maiauatá.
A constituição do distrito ocorreu em 30 de dezembro de 1943, através do decreto Lei 4.505. A privilegiada localização permite ao porto de Vila Maiauatá ser um importante entreposto comercial para as ilhas e cidades da região baixo-tocantina.
Segundo o historiador Eládio Lobato, durante a penúltima década do século XIX chegaram à localidade os senhores Gil Braz Alves, Feliciano Martins e José Valloes e estabeleceran-se na Ilha de Concórdia (antigo nome de Vila Maiauatá). Os novos moradores oriundos do Estado do Maranhão, descendentes de europeus, logo iniciaram uma devoção a Santo Antonio, que teve curta duração. No ano de 1900 deram início a devoção à Virgem de Nazaré (hoje padroeira da comunidade católica de Vila Maiauatá).
A festa de São Sebastião teve seu início em 1925, com o coronel Sebastião Pantoja, patriarca de uma das grandes famílias residentes às proximidade do então povoado de Concórdia. A festa era realizada na Casa-Grande, de propriedade do patriarca, com uma vasta programação religiosa e com bailes dançantes no encerramento. Os bailes eram repletos de muito respeito, onde se exigia do cavalheiro trajes de gala (inclusive paletó e gravata).
Com o tempo, a festa de São Sebastião, transformou-se na mais tradicional programação religiosa e opção turística de Vila Maiauatá, realizando-se sempre no mês de janeiro, encerrando-se no dia 20, com Missa matinal e procissão vespertina. A festa secular estende-se pelos dias 21 e 22 com o tradicional bloco do sujo, atraindo visitantes de Igarapé-Miri, Abaetetuba, Belém e outras cidades da região. Os brincantes saem às ruas com os corpos pintados, relembrando a tradição das origens indígenas, onde cada brincante transforma-se em “Bicho Folharal” de Vila Maiauatá.

(Por Profº. e Econ. Rosário Pantoja e Profº. Antonio Marcos Ferreira)Obs: Registro de evento na Paratur
Igarapé-Miri
Nome do Evento: Festival de São Sebastião com carnaval do sujo tradicional
Data/período do evento: 12 a 22 de janeiro
Localidade: Distrito de Vila Maiauatá
Entidade promotora: Comunidade Cristã de Vila Maiauatá e Paróquia de Santana
Fone/Fax: (91)3155-1156/81493315/96099801